a História será sempre contemporânea


O ensaio, entendido como uma indagação livre e criativa, não exaustivo, nem especializado, destituído de um carácter rigorosamente sistemático, é a mais genuína ferramenta da crítica. Todo o ensaio deve buscar alinhavar argumentos e comparações inéditos, até certo ponto heterodoxos, com elementos subjectivos. Não tem sentido algum como reformulação de tópicos; ao contrário, deve se preocupar em formular perguntas, mostrando a arbitrariedade das convenções. O ensaio consiste numa reflexão aberta e inacabada cujo ponto de partida é o desenvolvimento da dúvida. É essa estrutura aberta que lhe permite orientar-se na direcção de uma concepção multidisciplinar do conhecimento humano, de uma compreensão da cultura e da arte como um todo, inter-relacionado, [...]

[Arquitectura e Crítica, Josep Maria Montaner, Editorial Gustavo Gili, 2007]


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  1. Lourenço Cordeiro 6.8.08

    Li isso ainda em castelhano (não havia tradução, talvez há 5 anos) e fiquei encantado. Ele tem outro, não me lembro agora do nome, mas que não é tão bom. Este é óptimo, se não me falha o idioma vizinho.

     
  2. joão amaro correia 6.8.08

    http://www.ggili.com/ficha_amp.cfm?idpublicacion=66&id=buscador&idtema=8
    será este? a modernidade superada?

     
  3. AM 6.8.08

    já tive p'ra comprar
    tem dois ou três paragrafos sobre o venturi não tem?

     
  4. joão amaro correia 6.8.08

    tem mais que isso. mas ainda náo dominei o animal por completo.

     
  5. AM 6.8.08

    por este andar ainda vou à falência...

     
  6. joão amaro correia 6.8.08

    vamos todos. vamos todos.
    vamos afundar com o rato. não somos como os ratos que abandonam o barco.